domingo, 27 de junho de 2010

Povo amarelo.

Deixe o sol bater no meu rosto e estrelas encherem meus sonhos. Sou um viajante do tempo e do espaço para estar onde eu estive, para sentar com anciões da raça gentil que este mundo já viu. Eles falam sobre os dias pelos quais eles sentam e esperam em que tudo seja revelado. Conversa e canto de línguas graciosas cujos sons afagaram meu ouvido, mas nem uma palavra que ouvi eu poderia contar, a história era absolutamente clara. Eu estive voando... mãezinha, não há como negar. Eu estive voando, não posso negar, não posso negar. Tudo que vejo torna-se marrom à medida que o sol queima a terra e meus olhos enchem-se com areia, enquanto examino esta terra devastada, tentando descobrir onde eu estive. Piloto da tempestade que não deixa vestígios, como pensamentos dentro de um sonho. Preste atenção no caminho que me conduziu àquele lugar. Luz amarela do deserto, meu paraíso sob a lua de verão. Eu voltarei certo como a poeira que se levanta em Junho, quando se move pela Caxemira. Pai dos quatro ventos, encha minhas velas através do mar dos anos, sem nenhuma provisão, além de uma mente aberta ao longo dos dilemas do medo.

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