terça-feira, 27 de julho de 2010

Desculpa.

Me desculpa, mas não posso mais viver nessa contradição toda.
Me desculpa, eu não posso mais me magoar, já estou magoada o suficiente.
Me desculpa, mas acho que vou embora, ou talvez eu não vá, talvez eu fique e me magoe mais ainda.
Me desculpa, mas não acredito que um coração tenha vários espaços.
Me desculpa, mas acredito em substituição.
Me desculpa se estou te entendendo mal, mas é assim que as coisas estão.
Me desculpa se um dia te magoei, isso nunca foi a minha intenção.
Me desculpa por eu não conseguir dizer não, mesmo que eu soubesse no que daria depois.
Me desculpa por não saber medir as consequências.
Me desculpa por não saber te olhar com outros olhos.
Me desculpa por dar minhas crises, elas são constantes.
Me desculpa por ser assim, insistente.
Me desculpa por não poder fazer mais do que eu estou fazendo.
Me desculpa por não saber falar do presente.
Me desculpa por eu só falar do futuro.
Me desculpa por imaginar coisas que jamais vão acontecer.
Me desculpa por acreditar que elas vão acontecer.
Me desculpa por fazer textos pra que você leia.
Me desculpa por não acreditar que isso acabou.
Me desculpa por eu te amar tanto.
Me desculpa por não conseguir encarar a realidade.
Me desculpa por não conseguir dar adeus tão fácil.
Me desculpa.
Me... desculpa?

Quando se deseja realmente dizer alguma coisa, as palavras são inúteis.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Levanta e segue em frente. não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. e ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mais que a mim.

Ouvi dizer que você tá bem, que já tem um outro alguém. Encontrei moedas pelo chão, mas não vi ninguém pra me abraçar, me dar a mão. Eu chorei sem disfarçar quando vi seu carro passar, vi todo o amor que em mim ainda não passou. Eu já não sei bem aonde vou, mas agora eu vou. Tentei falar mas você não soube ouvir, tente admitir! Tentei voltar e pude ver o quanto errei, te amei mais que a mim, bem mais que a mim.

Mistério do planeta.

Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos e pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto e passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas. Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta. O tríplice mistério do stop, que eu passo por e sendo ele no que fica em cada um. No que sigo o meu caminho e no ar que fez e assistiu. Abra um parênteses, não esqueça que independente disso eu não passo de um malandro, de um moleque do Brasil, que peço e dou esmolas, mas ando e penso sempre com mais de um, por isso ninguém vê minha sacola.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Píramo olha para Tisbe e diz:
- Tisbe, não se vá, meu coração não vai aguentar de tanta saudade.
Tisbe, então responde:
- O destino é o pai de todos. Ele saberá o que fazer. Se é para ficarmos juntos, ele vai nos unir.

terça-feira, 20 de julho de 2010

- Você está com um cheiro diferente. O que é?
- É um perfume novo.
- Prefiro o antigo.
-lágrimas-

domingo, 18 de julho de 2010

Emilia.

Emília está aprendendo a falar. Ela se atrapalha e não consegue pronunciar e, além do mais, ela inventa muita estória, é tagarela (a bonequinha), faz de conta e tem memória. Das palavras que inventa, ela mesma acha importante e só ficou assim porque tomou a pílula falante. Ela conta a estória de um polvo que se aproximou e a atacou. Ficando muito brava ela quis lutar com o polvo que, com tantos outros braços ele a apertou. Como era de pano ela tentava se esquivar dos tentáculos que via se movimentar e apertava, apertava, apertava... Como é que pode alguém ser feito de pano? Que rima com filha, com lentilha e com baunilha...É a boneca Emília! Que rima com filha, com lentilha e com baunilha...É a boneca Emília! Muito assustada, a boneca apavorada desmaiou, deixando todo mundo sem saber o que rolou. Foi aí que o Dr. Cara de Coruja resolveu, medicou Emilia então, acordou, falando sem parar do sonho ou da estória que inventou ou contou. Só que desse jeito ninguém entende nada, falando assim errado é melhor parar! Ela gosta de falar, ela gosta de contar estórias e também gosta de mandar. Tio Barnabé, Tia Anastácia e o Visconde o Saci, que vem lá não sei de onde, ficam desorientados com a pequena atrevida brincando de esconde-esconde encara todo mundo, qualquer ser humano, mesmo sendo uma bonequinha de pano. ALI EMI, ALI EMÍLIA! Boneca inteligente, que pensa como a gente! ALI EMI, ALI EMÍLIA! É todinha de pano, não entra pelo cano, eu não me engano. É EMÍLIA e ela quer falar! Dona Benta não agüenta e em sua cabeça dá um nó. A boneca exigiu não ficar só e casou com um porquinho que se chama rabicó. Pedrinho e Narizinho concordaram com a morada da boneca que agora é Marquesa. E com três estrelinhas de Condessa, com certeza, o sítio é a sua realeza...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ela.

Ela chegou na casa dela com a roupa dela, bebeu a água dela, com a boca dela banhou o corpo dela, na banheira dela, dormiu na cama dela, com o cheiro dela nela. E me ama e me ama e me ama e me ama. Ela chegou na casa dela com o olho dela, beijou a cara dela, com o espelho dela, secou a pele dela, com a toalha dela, dormiu na cama dela, com os peitos dela nela.

E me ama e me ama e me ama e me ama.

Ass: O observador.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Lost.

Even then I already had a bad feeling, i felt like a gray mouse heading straight for the cat's mouth...And there was nothing, nothing I could do about it.